DESABAFO DE UM POLICIAL MILITAR DECEPCIONADO

O governo do Estado está tentando repassar a culpa de algumas ocorrências exclusivamente para os policiais militares. Talvez você não compreenda ainda, mas pontuarei neste texto algumas fortes evidências que indicarão este desejo do executivo estadual.

Alguns fatos noticiados pelos diferentes meios do jornalismo acreano e amplamente debatido nas redes sociais criaram desgastes iniciais para o governador Gladson Cameli. Encurralado, buscou uma saída no apoio de comissionados e do forte marketing.

O episódio envolvendo um trabalhador e sua moto apreendida pelo PM Acreana no primeiro final de semana de Lockdown, deixou desgastes para aqueles que detinham o poder estratégico de formular as operações, ou seja, a Secretária de Segurança e ao Governador do Estado. A fim de se livrar do desgaste político, Gladson Cameli afirmou que assumiria as dívidas do veículo, mas não pediu desculpas ao motoboy e aos policiais militares pelo decreto que assinou nem pela falta de orientações da tropa. Preferiu usar do marketing pessoal para se promover sobre o caso abandonando a tropa que cumpria suas determinações. Neste caso, ainda pairam dúvidas se, de fato, ele veio a pagar os documentos em atraso da moto.

Com a ocorrência da última sexta na transacreana em que uma família foi feito refém durante 24 horas e que a denunciante reiterou por 57 (cinquenta e sete vezes) em ligações para o CIOSP a culpa está caindo mais uma vez na conta dos policiais militares. Não se fala em falta de efetivo, de viaturas nem da falta de boa vontade do secretário de segurança, Paulo Cesar, e do governador Gladson Cameli que prometeram uma base comunitária para o local já faz mais de um ano. A culpa está recaindo sobre os polícias.

Fotomontagem: Richard Corrêa

O assassinato e as diversas tentativas de homicídio que ocorreram na Cidade do Povo nesta semana também foi algo que passou quase despercebido. Em zona de guerra, no bairro deveria funcionar um Quartel da PM e uma delegacia da Polícia Civil, Gladson chegou a inaugurar, mas tudo não passou de um fato para gerar noticiar e ser esquecido. Não se questionou o secretário de segurança nem o governador a respeito, mas se culpou os polícias.

Como se não bastasse tudo isso, pessoas que ficaram conhecidas por suspeitas de receber dinheiro do estado para atacar adversários do governador tem feito um trabalho exaustivo para manchar a imagem da PM ainda mais. A pessoa tem ida a postos de combustíveis retirar fotos de militares abastecendo viaturas e com postos devidamente documentados através de escala, tudo devidamente orientada pelo secretário de segurança. Mas não se fala do chefe de pasta nem do governador Gladson Cameli.

Ao que tudo indica, o governador não aceita ter uma boa relação com os militares por que permite esses ataques e muito pouco tem ajudado a tropa no combate ao crime, a maioria das ações não passaram de eventos para se tirar fotos e esquecer nos sites e jornais.

Se Gladson Cameli estivesse preocupado com a população e não somente consigo mesmo, não teria mais de 120 militares a sua disposição, a maioria do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Esse efetivo é maior do que qualquer batalhão de Rio Branco. São eles que garantem o sono do governador e de sua família, a “população que lute”.

Texto: DE UM POLICIAL MILITAR DECEPCIONADO

Por: Nesio Carvalho

Publicado por Blog Foco News

Richard Corrêa, jornalista e publicitário natural de Curitiba Capital do Estado do Paraná, residiu, estudou e trabalhou também em Joinville, Santa Catarina. Atualmente reside e trabalha em Rio Branco, Acre

Um comentário em “DESABAFO DE UM POLICIAL MILITAR DECEPCIONADO

  1. O governador pode transferir toda culpa sobre os policiais sim, porque existem dois dispositivos, um no âmbito militar e outro no âmbito da constituição Federal que dizem os seguintes: “ordem absurda não se cumpre” e ” ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer aquilo que não está na lei (constituição Federal). Se o policial faz ele assume porque ele é de maior e idôneo ( o que lhes falta é posicionamento moral). O assédio moral é a pressão vai sempre existir mas o dever é não fazer o que é contra a legalidade.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: